quinta-feira, 28 de maio de 2009

No embalo das torcidas

Por Guilherme Souza

Na noite da última quarta feira, Corinthians e Vasco duelaram numa partida de fortes emoções no Maracanã. A torcida do Vasco compareceu em massa e provou que pode lotar o maior do mundo, contagiando a todos. Já a torcida do Corinthians não ficou por deixou por menos, mesmo com um público em menor quantidade, diferente daquela partida entre Fluminense e Corinthians pela Copa do Brasil. Por volta das 21:45h, o Maracanã já estava praticamente lotado, grande parte por torcedores vascaínos. Entra em campo o time do Corinthians, que é aplaudido por sua torcida e vaiado pela do Vasco. Alguns minutos depois, Vasco entra e é ovacionado. Inicia-se o jogo e o que se percebe logo era que o Corinthians, mesmo sem o fenômeno Ronaldo (ausente por uma contusão), estava com a equipe concentrada e uma marcação acirrada a todo o momento, prova disso é que, mesmo na ausência do fenômeno, demonstrou maturidade. Já o Vasco, mesmo com todo o apoio da torcida deixou um pouco a desejar, apesar de perder logo no início do jogo grandes chances de gol. A resposta que muitos temiam veio de Souza em passe para Dentinho, quebra o silêncio e marca o primeiro gol. A torcida corintiana, mesmo em minoria, vai ao delírio. O Vasco busca fôlego e tenta a todo o momento forças para virar o jogo. O primeiro tempo termina com vantagem do Timão (1 a 0). Já no segundo tempo, o Vasco volta com mais garra e determinação, busca artifícios para virar o jogo e tenta evitar a derrota na semifinal. Aos 19, Pimpão recebe de Élton um excelente passe e empurra para as redes: 1 a 1. A festa nas arquibancadas foi geral, e o empate veio com o grito da torcida. Por sorte do Vasco e azar para o Corinthians, Fernando Prass impediu com o pé o gol de Elias. As torcidas marcaram presença até o último momento, porém o empate prevaleceu. Após o término do jogo, na coletiva, Amaral diz que “os jogadores voltaram com mais fôlego e vontade de jogar”. Já o técnico do Corinthians, Mano Menezes, diz que “a equipe precisa dar uma resposta sem o Ronaldo, está mais madura e está mostrando isso, o Ronaldo é um jogador de definição e linha”. Cabe agora aos clubes criarem táticas, desviar o foco do Campeonato Brasileiro e poder pensar só na Copa do Brasil.

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